Serpeloni's Blog
Em frente, enfrente.

Em todos os dias da minha vida, eu vivi.
Vivi dias e noites, verões e invernos, amores e ódios. Vivi o murmúrio do vento nas árvores, o sorriso do sol, o doce cheiro da chuva. Vivi gritos desesperados, lágrimas salgadas, sangue fluindo. Vivi o milagre de ser.
Descobri a maravilha do perdão, a sutileza de um sorriso e o conforto de um abraço. Aprendi a delicada arte da frieza, o lento aperfeiçoamento da ironia; a fingir que não me importo. E, muitas vezes, não me importar mesmo.
Desejei o mal e o bem. Vaiei e aplaudi.
Gritei e chorei quando tive vontade. Menti, e você não sabe o quanto. Em gritos ou em sussurros, eu disse o que sentia. Com lágrimas ou com risos, eu mostrei a fragilidade infantil escondida por trás da fortaleza que cobria meu rosto.
E amei.
E amei você, mais do que devia.
A vida me fez forte, mas nada me impediu de cair. Agora, outra vez, eu vou me reerguer. E outra vez, e mais uma; e quantas mais? Quantas vezes cair, até alcançar a batalha final entre viver e existir?
Eu estou pronta. Pode começar a contar.

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