O choro de um palhaço
Eu nasci no palco. Dele, sou um mero palhaço; e, apesar disso, ser palhaço me põe acima de qualquer julgamento. Ninguém julga um palhaço, ninguém julga um brinquedo sem vida. A um palhaço, não é concedido viver.
Pois quem quer ver um palhaço a chorar? Quem se importa com um palhaço fora do palco? Quem choraria se o palhaço morresse? Mas eu também tenho cicatrizes. Dentro do meu peito de aço, por trás do meu sorriso ilusório, eu também sei sofrer.
Então sou eu, palhaço, e vou ao palco, e faço rir, e recebo aplausos que não entendem minha causa. Deslizo, rodopio, dou cambalhotas, me equilibro na minha própria mentira. Finjo ser o que nunca serei. E ninguém percebe que o meu sorriso não chega aos olhos. E acham que as lágrimas fazem parte da fantasia. Talento ou dissimulação? Pouco importa. Eu, palhaço, brinquedo da plateia. Vestido de fantasias e ilusões, pintado de imaginação. Eu sou o que a plateia não pode ser. Eu sou o que a plateia precisa que eu seja.
E precisam do meu sorriso. Não sabem a dor que isso custa, mas precisam do meu sorriso. Sou eu, palhaço, e esqueço de mim, e escondo a dor sob a máscara. Sou eu, palhaço, e sofro minha dor escondido.
Tem fim a pantomima. O show, por ora, terminou.
Volto aos bastidores, volto pra dentro de mim. E arranco a máscara. E faço limpa a minha face. E não sou mais palhaço. Sou humano, e choro.
Pois quem quer ver um palhaço a chorar? Quem se importa com um palhaço fora do palco? Quem choraria se o palhaço morresse? Mas eu também tenho cicatrizes. Dentro do meu peito de aço, por trás do meu sorriso ilusório, eu também sei sofrer.
Então sou eu, palhaço, e vou ao palco, e faço rir, e recebo aplausos que não entendem minha causa. Deslizo, rodopio, dou cambalhotas, me equilibro na minha própria mentira. Finjo ser o que nunca serei. E ninguém percebe que o meu sorriso não chega aos olhos. E acham que as lágrimas fazem parte da fantasia. Talento ou dissimulação? Pouco importa. Eu, palhaço, brinquedo da plateia. Vestido de fantasias e ilusões, pintado de imaginação. Eu sou o que a plateia não pode ser. Eu sou o que a plateia precisa que eu seja.
E precisam do meu sorriso. Não sabem a dor que isso custa, mas precisam do meu sorriso. Sou eu, palhaço, e esqueço de mim, e escondo a dor sob a máscara. Sou eu, palhaço, e sofro minha dor escondido.
Tem fim a pantomima. O show, por ora, terminou.
Volto aos bastidores, volto pra dentro de mim. E arranco a máscara. E faço limpa a minha face. E não sou mais palhaço. Sou humano, e choro.
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