Loucos como eu
Eu quero só um pouco do amor, e fim: que reste a vontade de ter mais. Eu quero uma coleção de olhares, quero um livro ilustrado com sorrisos. Eu quero um faz de conta interminável, que a realidade me espere lá fora. Quero sapatinhos de rubi e um coração. Quero ser o que quero ser, quero sorrir quando esperam que eu chore. Quero surpresas e festas, fitas coloridas, fantasias e máscaras. Eu quero não ter de crescer, quero viajar para a terra do escapismo seguindo a segunda estrela à direita. Quero cartas de amor embrulhadas com lágrimas. Quero um arco-íris particular, que ele não seja ilusão de ótica. Quero uma lagarta fumante que me diga verdades, quero um amigo louco que fabrique chapéus. Quero morrer sabendo que vivi, quero viver com a certeza da morte. Quero não pensar em despedidas. Quero canções e estradas coloridas, histórias e contos de fada.
Quero acabar com essa vontade desesperada de viver o que não vivi. E matar a minha saudade de falar dessas coisas que só os loucos entendem.
16 days later...
É, esse foi o tempo mais longo que eu já passei de abstinência e crise na minha relação turbulenta com a criatividade.
The Wizard of Oz, Peter Pan e Alice in Wonderland. São meus livros infantis preferidos, e como esse texto fala sobre todos os meus sonhos no faz de conta, achei legal criar essa relação, então... é.xx
6 comentários



